Fugindo de pessoas

 

“Sonhei que estava fugindo de pessoas que iriam me pender, (não lembro das circunstâncias que me levava a fuga), essa fuga se dava no supermercado e nos corredores de seu grande estoque. Consegui escapar pulando as coisas e agredindo as pessoas que tentavam me prender no local, onde conseguir me desvencilhar e ganhar a rua. Durante a fuga na rua para um local longe do mercado, atravessei várias ruas quando dei por conta que estava completamente nú. Fugi para um centro espírita que pedi ajuda, a porta do centro era na beira da rua, era uma porta redonda do tamanho de uma pessoa onde tinha que abaixar para entrar, entrei e me senti seguro e protegido, uma senhora me deu uma cueca para vestir, após vestido uma garota (pessoa conhecida que amei mas não gosto mais porque ela na nunca me amou e me magoou, todavia ainda nos encontramos) me deu colo do lado de fora do centro, onde fiquei em posição fetal apenas de cueca olhando para dentro do centro através de sua porta redonda, por fim acordei.

As cores que vi dentro do centro eram laranjas e brancas e a cueca que me deram era um tom de cinza para preto.

São muitos aspectos para um leigo interpretar buscando significado na internet, mas espero que possam me ajudar.”


 

Sonhos persecutórios parecem relacionados a apego, como se você se sentisse muito apegado a alguma coisa, provavelmente a alguém – uma situação que não te abandona, que te segue, que se prende a você porque você se apega a ela. O supermercado, por suas provisões, poderiam sugerir provisões, necessidades para a sobrevivência, alimento, por isso seria uma idéia ligada à mãe, embora não de maneira tão direta.

Se a sua nudez causou-lhe algum tipo de estranhamento ou constrangimento, talvez seja um apego que,  no final das contas, te cause um sentimento de exposição e vulnerabilidade diante do mundo (a rua), em que o único refúgio passa a ser o centro espírita – o lado espiritual. A idéia de uma porta redonda no qual você precisa abaixar para entrar me remete muito ao nascimento, à saída do útero, e a sua entrada seria o desejo de retornar ao aconchego da mãe (um lugar confortável como o útero, por exemplo) – a senhora, uma mulher, te dá uma cueca, que seria algo íntimo e básico que esconde uma região sexualizada, e a garota que você amou lhe dá colo. Acredito que seja você em uma luta interna com o amor não-correspondido da garota; você quer se livrar de uma situação de apego relacionada ao trato com mulheres e originada pela relação com a sua mãe porque te faz sofrer, mas ao mesmo tempo o que você procura é o amparo e o aconchego que nessa ausência de reciprocidade tem lhe faltado.
O laranja poderia me remeter ao aconchego (é uma cor quente como o vermelho e o amarelo), branco à paz e o cinza à discrição. Nu você se sente exposto, então oculta exclusivamente a sua sexualidade com uma cueca cinzenta discreta. Talvez você tenha uma dificuldade de se impor diante do mundo, pois se sente vulnerável, dessa forma preferindo anular sua sexualidade (ou seja, sua voz) para conseguir o aconchego materno e, por vezes, se magoando ao depositar seu afeto em outra pessoa.
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